cor(po)

Eu preciso de um trabalho pra sustentar o peso de uma cabeça que incansavelmente pensa. A incrível e longa vontade de deixar a mente gritar onomatopéias. Eu tenho uma estrutura corpórea literalmente indesejável, te entendo agora. Tenho um falido rins que ousa por uma pedra no caminho, me fazendo tropeçar e ir ao chão. Na queda de toda instantânea pressão, rude, faz grunir, me faz gritar, se desmancha, me afogo em sangue, fígado fodido! Tu me pede mais combustível que meu fusca 84. Um fusca 84, mais rodado que eu mesmo, fumaça mais que Maria, me tira, arranca, escurece, pulmão, o pulmão respira ar branco e impuro por saber que por a boca em cigarro é melhor que chupar buceta velha, chapo. A madrugada e todo seu apêndice, bonito apêndice, aliás, tu me resta, és inválido, eu também. Tenho morrido algumas vezes, tranformado vinho em água, outras infarto. Ainda pousa pra dizer que vou bem, sou bonito por dentro, tudo bem…

 

“Porque fazer sofrer a minha pobre próstata

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