Era prosopopéia

 

O acalento que grita
Acoitado no ensejo
Os braços fazem nó
Afoito no desejo
Suspira, virando pó.

Domina
Cúpula
Dita
Engole
Cospe

Puxa o ar, solta
Cala o beijo, só
Enquanto a boca desbota
E suspira, vira pó.

Domina
Cúpula
Dita
Engole
Cospe

De saco cheio ficou
Me encheu de esperma
Amargo que nem giló
Numa doce espera
Suspirando e sendo pó

Domina
Cúpula
Dita
Engole
Cospe

Gostou do desespero
Esquentou feito sol
Enquanto se sentia inteiro
Suspirando, cheirando pó

Domina
Cúpula
Dita
Engole
Cospe
Cheira”

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